Técnicas & Método

Suporte e resistência: o que os dados mostram no day trade

Suporte e resistência são dos conceitos mais antigos da análise técnica — mas existem mesmo? A resposta é mais complexa que sim ou não. Os dados mostram que esses níveis funcionam com probabilidade maior que o acaso em certos contextos, mas longe de ser certeza. Vou te mostrar como separar o mito do dado real, como medir isso no seu ativo e os erros que a maioria comete.

Análise de gráficos e indicadores do mercado

Este guia faz parte do Guia Completo de Análise Quantitativa no Day Trade — todos os materiais reunidos em ordem de estudo.

Suporte e resistência funcionam? O que diz a estatística

Comecemos com a resposta honesta: sim, existem evidências de que esses níveis funcionam, mas com ressalvas importantes.

Pesquisas académicas (Osler & Mende, 2009; Fong & Wong, 2006) encontram que preços se comportam de forma não-aleatória perto de níveis redondos e de máximas/mínimas anteriores. Em outras palavras: o mercado não ignora suporte e resistência. Mas aqui vem o catch: o efeito é pequeno, varia bastante entre ativos e períodos, e desaparece se todo mundo souber do nível ao mesmo tempo.

No WIN (mini índice), você consegue testar isso facilmente. Pegue os últimos 100 pregões, identifique 5 máximas ou mínimas relevantes dos últimos 3 meses, e conte quantas vezes o preço se aproximou desses níveis nos pregões seguintes. Você vai encontrar mais rejeições (preço sobe, toca o nível e cai) do que coincidência. O problema? A frequência não é 100%, e a magnitude do movimento é pequena demais para cobrir slippage e custos.

Por isso o título dessa seção não é "Suporte e resistência funcionam", mas "funcionam, com condições". A próxima pergunta é: quais são essas condições?

Quando suporte e resistência têm mais força?

Os dados revelam padrões claros de quando esses níveis funcionam melhor: