Eu rodei este estudo do zero, com análise de dados estatística e dados quantitativos sobre cinco anos do contrato futuro de mini índice — 1.252 pregões do WIN$N, de 17/08/2021 a 21/08/2026, que é exatamente o tempo de vida da série contínua. A pergunta que me interessava era simples e quase ninguém responde com dado: quanto o índice futuro anda num dia? Sem esse número, falar em exaustão de movimento é conversa de mesa de bar.
E vou adiantar o incômodo: o estudo não me deu um setup pronto de exaustão. Deu coisa melhor — a régua que qualquer setup de exaustão precisa respeitar para não ser desmentido pela própria série histórica do ativo.
O que é exaustão de movimento no mini índice?
Exaustão de movimento é o estado em que um deslocamento de preço já consumiu boa parte do combustível que o gerava. O fluxo comprador que empurrou o contrato 2.000 pontos para cima não é infinito: quem precisava comprar comprou, quem estava vendido e apanhando já se cobriu, e o próximo comprador precisa pagar cada vez mais caro para mover a mesma distância. Quando isso acontece, a probabilidade de o movimento continuar na mesma intensidade cai.
Repare no que eu não disse. Não disse que o preço vai virar. Não disse que existe um candle mágico com pavio comprido que avisa. Exaustão é uma condição de probabilidade, não uma profecia.
A leitura clássica de exaustão — pavio longo, volume caindo, barras menores no fim da perna — é um conjunto de pistas subjetivas. Podem funcionar. Mas duas pessoas olham o mesmo gráfico e enxergam duas coisas diferentes, e isso é a definição de algo que não se pode medir. A resposta não está em livro de análise técnica. Está na base de dados do próprio ativo.
Por isso eu troquei a pergunta "como reconhecer exaustão no gráfico?" por outra, mensurável: quanto o mini índice costuma percorrer num pregão, e onde o dia de hoje está dentro dessa distribuição? Essa pergunta tem resposta numérica.
Exaustão e reversão são a mesma coisa?
Não são, e confundir as duas é o que quebra a maior parte de quem tenta operar contra tendência.
Exaustão é o movimento perdendo força. Reversão é a mudança de mão, o mercado passando a ser dirigido pelo lado oposto. Todo processo de reversão passa por exaustão, mas a recíproca é falsa: a maioria das exaustões vira lateralização, correção rasa, uma pausa — e depois o movimento original continua. O comprador cansou; isso não faz o vendedor assumir o comando.
A consequência prática é enorme. Se você entra numa operação de exaustão esperando reversão, você segura a posição além do ponto em que a tese acabou, transforma um alvo curto em "vou esperar virar" e entrega o resultado. A operação de exaustão tem alvo modesto por natureza: é a devolução de parte do exagero, não a inversão da tendência.
Quem entende essa diferença opera exaustão com alvo de correção. Quem não entende opera exaustão com sonho de topo histórico e paga por isso.
Quem tem perfil para operar exaustão de movimento?
É um perfil específico, e é o oposto de quem persegue tendência. Quem opera exaustão precisa de três coisas ao mesmo tempo:
- Estômago para entrar contra o fluxo visível na tela. No momento da entrada, tudo o que você vê grita que você está errado. O book está do outro lado. As barras estão do outro lado. O grupo de Telegram está do outro lado.
- Aceitar payoff menor com taxa de acerto maior. Estratégias de fade tendem a acertar mais vezes e ganhar menos por acerto. Se você precisa de operação de 1 para 5 para se sentir trader, exaustão não é o seu jogo.
- Disciplina absoluta de stop. A operação contra tendência que dá errado é a que mais dói e a que mais tenta o trader a dobrar posição. "Está mais barato agora, vou melhorar o preço médio" é a frase que antecede o pior drawdown da vida de muita gente.
E aqui vai a parte desconfortável: a maioria das pessoas se acha do time errado. Quem se descreve como "paciente e disciplinado" costuma ser quem mais move stop. A forma de descobrir não é introspecção — é olhar o seu próprio histórico de operações e medir quantas vezes você respeitou o risco planejado. Isso também é dado.
Como eu rodei este estudo do mini índice?
A base é o WIN$N, série contínua do mini índice, 1.252 pregões entre 17/08/2021 e 21/08/2026. Cinco anos. Não escolhi cinco anos por gosto: é literalmente o que existe de série contínua consolidada do contrato. Quando alguém te promete backtest de vinte anos de WIN, pergunte de onde veio o dado.
Testei a variação do contrato em quatro granularidades — mês, semana, dia da semana e hora do pregão — e depois medi a amplitude diária, que é a distância entre a máxima e a mínima de cada pregão. Para cada célula calculei média, taxa de acerto, estatística t e p-valor. Como estou testando várias hipóteses ao mesmo tempo, o limiar de significância precisa ser mais duro que o famoso 5%: quando você testa cinco dias da semana, o acaso sozinho produz um "vencedor". Trabalhei com p < 0,01 nas comparações múltiplas.
Sobre quem assina: sou Altino Júnior, ex-bancário, formado em análise de sistemas e em ciências de dados para o mercado financeiro, especialista em trade quantitativo. Faço isso porque passei anos vendo gente decidir risco real com base em opinião, e porque medir é mais barato que apanhar.
Por que este estudo começa corrigindo um estudo meu anterior?
Antes de falar de exaustão, preciso resolver uma conta pendente. Em meu estudo de sazonalidade e correlação do Ibovespa, a terça-feira apareceu como o dia estatisticamente forte: t=3,61 e p=0,0003 sobre dez anos. Passou com folga. Parecia sólido.
Não era. Quando quebrei a amostra em duas janelas, o efeito inteiro estava concentrado na primeira metade. E o WIN, que só existe a partir de 2021, funcionou como janela de validação por acidente — e reprovou a terça.
Isso não é erro escondido, é método funcionando. Significância estatística mede a chance de um resultado ter aparecido por acaso naquela amostra. Não garante que o efeito continue existindo depois. Estudo bom é estudo que se deixa desmentir pelo dado novo.
Antes de tudo: a terça morreu
No estudo do Ibovespa, terça-feira foi o único padrão aprovado. Ao testá-la no WIN, ela não aparece. Fui atrás do porquê.
| série | período | média da terça | t | p | veredito |
|---|---|---|---|---|---|
| IBOV | 2016–2021 | +0,340% | 3,53 | 0,0004 | forte |
| IBOV | 2021–2026 | +0,088% | 1,29 | 0,1959 | morreu |
| WIN | 2021–2026 | +0,054% | 0,74 | 0,4612 | morreu |
O efeito da terça vem inteiramente dos anos 2016 a 2021. Na metade recente da série ele desaparece — no Ibovespa e no WIN.
Isso é um teste fora da amostra que aconteceu por acidente: o WIN começa em 2021 e funcionou como janela de validação. O padrão não sobreviveu.
Vale como lição de método: t = 3,61 sobre dez anos escondia um efeito que só existia na primeira metade. Significância estatística não garante estabilidade no tempo.
Guarde essa lição, porque ela vale para todo setup de exaustão que você vier a testar: um resultado bonito numa janela precisa sobreviver a outra janela, com dados que não participaram da construção da regra. Sem isso, você mediu ruído.
Existe mês melhor para operar exaustão no índice futuro?
Essa é a pergunta que mais aparece e a que tem a pior amostra de todas. Com cinco anos de série, cada mês do calendário tem exatamente cinco observações. Cinco.
Cinco pontos não sustentam conclusão nenhuma sobre direção. Janeiro fecha com média de +3,77% e acerto de 80%, número que qualquer vendedor de curso transformaria em "o mês do rali" — mas o teste devolve t=1,34 e p=0,1818. Setembro faz média de −2,01% com 20% de acerto, e mesmo assim p=0,2073. Julho acerta 80% das vezes com p=0,4547.
Nenhum passa. E não passa porque a amostra é pequena demais para distinguir sinal de sorte, não porque o mercado seja necessariamente neutro nesses meses. É uma diferença importante: ausência de prova não é prova de ausência — só significa que com esse dado eu não posso afirmar nada.
Variação mês a mês
Cinco anos de contrato. Metade da história que o Ibovespa tem — o que significa cinco observações por mês em vez de dez.
| ano | jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | — | — | — | — | — | — | — | — | -7.14 | -5.37 | -2.09 | +3.22 |
| 2022 | +6.20 | +1.62 | +5.46 | -9.53 | +2.57 | -11.18 | +4.29 | +7.86 | -0.72 | +5.90 | -3.74 | -1.78 |
| 2023 | +2.65 | -7.22 | -3.64 | +3.29 | +3.38 | +9.83 | +2.64 | -4.01 | -0.44 | -2.18 | +11.46 | +6.29 |
| 2024 | -5.79 | +2.20 | -1.57 | -1.08 | -3.64 | +2.06 | +2.28 | +7.74 | -3.88 | -1.16 | -3.91 | -3.49 |
| 2025 | +4.22 | -1.50 | +4.89 | +4.46 | +0.89 | +2.24 | -5.30 | +7.83 | +2.11 | +3.46 | +5.17 | +2.29 |
| 2026 | +11.56 | +4.85 | -1.39 | +0.58 | -8.01 | -0.09 | +2.37 | -2.65 | — | — | — | — |
| mês | anos | média | mediana | acerto | t | p |
|---|---|---|---|---|---|---|
| jan | 5 | +3.77 | +4.22 | 80% | 1.34 | 0.1818 |
| fev | 5 | -0.01 | +1.62 | 60% | -0.01 | 0.9951 |
| mar | 5 | +0.75 | -1.39 | 40% | 0.40 | 0.6860 |
| abr | 5 | -0.46 | +0.58 | 60% | -0.18 | 0.8535 |
| mai | 5 | -0.96 | +0.89 | 60% | -0.45 | 0.6530 |
| jun | 5 | +0.57 | +2.06 | 60% | 0.17 | 0.8659 |
| jul | 5 | +1.25 | +2.37 | 80% | 0.75 | 0.4547 |
| ago | 5 | +3.35 | +7.74 | 60% | 1.23 | 0.2201 |
| set | 5 | -2.01 | -0.72 | 20% | -1.26 | 0.2073 |
| out | 5 | +0.13 | -1.16 | 40% | 0.06 | 0.9484 |
| nov | 5 | +1.38 | -2.09 | 40% | 0.46 | 0.6476 |
| dez | 5 | +1.31 | +2.29 | 60% | 0.74 | 0.4580 |
Com cinco observações por mês, nenhum teste tem poder para distinguir padrão de acaso. Não é que os meses sejam neutros — é que não há como saber com essa amostra.
Se você opera mini índice e alguém te vender sazonalidade mensal como edge de direção, peça o tamanho da amostra. Vai descobrir que a conta inteira se apoia em meia dúzia de observações.
E semana a semana, aparece algum padrão?
Descer para a granularidade semanal é a tentação natural de quem não gostou do resultado mensal: se o mês não mostra nada, talvez a primeira semana de cada mês mostre. Eu montei as doze grades, uma por mês, semana a semana.
O problema é matemático antes de ser de mercado. Quanto mais fina a célula, menos observações ela tem. Se o mês já tinha cinco, a semana dentro do mês tem ainda menos — e o que sobra é uma colcha de retalhos de números altos e baixos que muda completamente se você adicionar um único pregão.
Publico as grades mesmo assim, por transparência e porque elas são um ótimo exercício visual de humildade: dá para "ver" padrão em qualquer lugar quando a amostra é pequena.
Semana a semana, ano contra ano
Mesma semana, mesmo mês, anos diferentes.
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -2.32 | +4.42 | +1.45 | +2.64 | -0.01 |
| 2023 | -0.39 | +1.26 | +0.96 | -0.18 | +0.99 |
| 2024 | -1.72 | -1.13 | -2.84 | +0.84 | -1.03 |
| 2025 | +0.66 | -1.72 | +3.09 | +0.55 | +1.62 |
| 2026 | +0.20 | +1.93 | +3.79 | +7.31 | -1.94 |
| pos. | 2/5 | 3/5 | 4/5 | 4/5 | 2/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -0.10 | +1.46 | -0.89 | +1.15 | — |
| 2023 | -5.16 | -0.31 | +2.71 | -4.47 | — |
| 2024 | +1.61 | -0.65 | +2.36 | -0.32 | -0.78 |
| 2025 | -1.44 | +4.43 | -0.99 | -3.34 | — |
| 2026 | +0.37 | +1.80 | +3.78 | -1.13 | — |
| pos. | 2/5 | 3/5 | 3/5 | 1/5 | — |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -2.13 | -0.90 | +5.67 | +1.97 | +0.91 |
| 2023 | -0.14 | -1.57 | -2.02 | +0.06 | -0.00 |
| 2024 | -0.85 | -0.53 | -0.09 | -0.11 | — |
| 2025 | +1.48 | +2.68 | +2.33 | -0.29 | -1.33 |
| 2026 | -4.96 | -1.18 | +0.19 | +1.03 | +3.72 |
| pos. | 1/5 | 1/5 | 3/5 | 3/5 | 2/4 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -1.27 | -0.89 | -1.82 | -4.19 | -1.72 |
| 2023 | -0.55 | +7.37 | -2.44 | -0.84 | — |
| 2024 | -1.22 | -0.95 | +0.66 | +0.95 | -0.51 |
| 2025 | -3.87 | +2.85 | +1.85 | +4.09 | -0.35 |
| 2026 | +0.20 | +4.87 | +0.99 | -4.26 | -1.00 |
| pos. | 1/5 | 3/5 | 3/5 | 2/5 | 0/4 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -2.45 | +1.34 | +1.53 | +2.80 | -0.60 |
| 2023 | +1.26 | +2.88 | +1.64 | +0.06 | -2.43 |
| 2024 | +2.36 | -0.48 | -1.18 | -3.31 | -1.00 |
| 2025 | -1.03 | +3.45 | -0.72 | +0.88 | -1.61 |
| 2026 | -2.48 | -2.47 | -1.09 | -1.76 | -0.45 |
| pos. | 2/5 | 3/5 | 2/5 | 3/5 | 0/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | -1.30 | -7.50 | +0.22 | -0.18 | -2.75 |
| 2023 | +6.69 | +4.52 | +1.15 | -3.39 | +0.78 |
| 2024 | -1.72 | +0.84 | +1.30 | +1.67 | — |
| 2025 | -0.88 | +0.35 | +1.77 | -0.27 | +1.28 |
| 2026 | -3.00 | +0.97 | +0.28 | +2.71 | -0.96 |
| pos. | 1/5 | 4/5 | 5/5 | 2/5 | 2/4 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2022 | +3.15 | -5.45 | +3.09 | +3.67 | +0.06 |
| 2023 | +0.52 | -0.97 | +2.16 | -0.67 | +1.60 |
| 2024 | +2.00 | +1.86 | -1.71 | +0.26 | -0.10 |
| 2025 | +0.15 | -3.24 | -1.17 | -1.54 | +0.43 |
| 2026 | -0.57 | +2.65 | -1.97 | +1.69 | +0.61 |
| pos. | 4/5 | 2/5 | 2/5 | 3/5 | 4/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | — | — | -0.58 | +1.61 | -1.37 |
| 2022 | +3.04 | +5.62 | +0.12 | +1.15 | -2.14 |
| 2023 | -2.55 | -2.36 | -0.51 | +2.51 | -1.09 |
| 2024 | -0.33 | +5.93 | +2.60 | +0.29 | -0.82 |
| 2025 | +2.56 | +1.71 | -1.62 | +4.82 | +0.24 |
| 2026 | -3.39 | -1.56 | +2.37 | — | — |
| pos. | 2/5 | 3/5 | 3/6 | 5/5 | 1/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | -0.70 | -1.24 | -5.70 | -0.20 | +0.61 |
| 2022 | -0.98 | +1.13 | +0.66 | -3.49 | +2.05 |
| 2023 | -0.32 | +2.57 | -2.90 | -0.27 | +0.56 |
| 2024 | -1.53 | +0.07 | -3.24 | +1.34 | -0.52 |
| 2025 | +0.39 | -0.34 | +1.86 | -0.33 | +0.53 |
| pos. | 1/5 | 3/5 | 2/5 | 1/5 | 4/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | +0.26 | +3.31 | -5.23 | -2.94 | -0.68 |
| 2022 | +5.73 | -2.92 | +7.50 | -4.35 | +0.34 |
| 2023 | -2.15 | +1.02 | -0.95 | +0.17 | -0.25 |
| 2024 | -0.27 | -0.85 | +0.79 | +0.89 | -1.69 |
| 2025 | -3.75 | +0.12 | +3.84 | +2.13 | +1.23 |
| pos. | 2/5 | 3/5 | 3/5 | 3/5 | 2/5 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | +0.49 | +1.60 | -3.12 | -1.20 | +0.20 |
| 2022 | -0.65 | -2.11 | -2.92 | -1.36 | +3.36 |
| 2023 | +5.04 | +3.46 | +1.53 | +0.53 | +0.48 |
| 2024 | -0.16 | -1.77 | -0.71 | -1.91 | +0.59 |
| 2025 | +2.64 | +1.96 | -1.80 | +2.34 | — |
| pos. | 3/5 | 3/5 | 1/5 | 2/5 | 4/4 |
| s1 | s2 | s3 | s4 | s5 | |
|---|---|---|---|---|---|
| 2021 | +5.30 | -1.37 | +0.11 | -0.64 | -0.09 |
| 2022 | -3.02 | -3.63 | +3.49 | +2.64 | -1.07 |
| 2023 | -1.19 | +5.24 | +1.00 | +1.20 | — |
| 2024 | +0.07 | -0.87 | -0.84 | -1.94 | +0.07 |
| 2025 | -1.11 | +1.71 | +0.35 | +1.52 | -0.17 |
| pos. | 2/5 | 2/5 | 4/5 | 3/5 | 1/4 |
s1 = dias 1–7 · s2 = 8–14 · s3 = 15–21 · s4 = 22–28 · s5 = 29+. A linha inferior conta os anos positivos. Células com 4 ou 5 observações.
Melhor acerto observado: 100%. Melhor acerto que 2,000 embaralhamentos aleatórios produzem: 100% na mediana.
Com células de 4 a 5 observações, acertar 100% é trivial — basta sorte em cinco moedas. Toda a análise de semana do mês é inútil neste instrumento com a base disponível.
Olhe essas grades com o olho de quem procura o erro, não a confirmação. É esse hábito que separa análise quantitativa de numerologia.
Existe dia da semana melhor para operar contra tendência no WIN?
Aqui a amostra finalmente melhora: cerca de 250 observações por dia da semana. É a granularidade calendário com melhor poder estatístico do estudo, e é onde faria sentido procurar algum viés de direção aproveitável.
A quarta-feira aparece com média de +0,188%, acerto de 55,2%, t=2,26 e p=0,0237. Sozinha, ela passaria no limiar tradicional de 5%. Mas ela não está sozinha: eu testei cinco dias, e com cinco testes o limiar corrigido vai para p < 0,01. A quarta não chega lá.
E existe o precedente que acabei de mostrar. A terça também passava — até parar de passar. Depois de ver um efeito de dia da semana morrer com dados novos, colocar dinheiro em outro efeito de dia da semana com p=0,0237 seria ignorar a própria lição. A quarta merece observação continuada, não posição.
Dia da semana
250 observações por dia — a única granularidade com amostra decente no WIN.
| dia | obs | média | acerto | t | p | veredito |
|---|---|---|---|---|---|---|
| segunda | 251 | +0.000 | 48.2% | 0.01 | 0.9949 | não |
| terca | 250 | +0.054 | 52.8% | 0.74 | 0.4612 | não |
| quarta | 252 | +0.188 | 55.2% | 2.26 | 0.0237 | não |
| quinta | 249 | +0.023 | 50.6% | 0.30 | 0.7649 | não |
| sexta | 250 | -0.080 | 45.6% | -1.03 | 0.3022 | não |
Quarta-feira dá +0,188% com p = 0,0237 — passaria sozinha. Mas são cinco dias testados, e o limiar corrigido é p < 0,01.
E há o precedente da terça: um efeito com p melhor que esse, sobre o dobro da amostra, evaporou na segunda metade da série. A quarta merece observação, não posição.
Para quem opera exaustão, a mensagem é direta: não existe "dia bom para fazer fade". O dia da semana não te entrega direção. Se a sua estratégia de exaustão depende de ser quarta-feira, ela não tem edge — tem coincidência.
Qual a melhor hora para operar exaustão no mini índice?
Este é o bloco com mais dados de todo o estudo: cerca de 1.250 observações por hora de pregão. É muita coisa. Com esse volume, se existisse um viés de direção por horário, ele apareceria.
Não aparece. As nove horas ficam todas entre −0,013% e +0,007% de variação média, com estatística t entre −1,17 e +1,04. Nenhuma chega perto de significância. Nenhuma.
E eu quero que fique claro: isso é um resultado forte, não um resultado vazio. Amostra grande e nada encontrado é informação de qualidade — significa que a hipótese "existe hora que puxa o índice futuro para cima ou para baixo" foi testada com poder de fogo e reprovou. O que muda ao longo do pregão é volatilidade e liquidez, não direção.
Hora do pregão
A pergunta que só faz sentido num contrato de day trade: existe hora boa e hora ruim? Cada linha tem ~1.250 observações.
| hora | pregões | média | acerto | t | p |
|---|---|---|---|---|---|
| 09:00 | 1247 | -0.006 | 50.1% | -0.50 | 0.6201 |
| 10:00 | 1247 | +0.005 | 47.2% | 0.35 | 0.7274 |
| 11:00 | 1247 | -0.013 | 49.6% | -1.04 | 0.2997 |
| 12:00 | 1248 | +0.007 | 50.7% | 0.76 | 0.4467 |
| 13:00 | 1253 | -0.003 | 48.9% | -0.38 | 0.7028 |
| 14:00 | 1253 | -0.003 | 49.4% | -0.42 | 0.6767 |
| 15:00 | 1253 | -0.009 | 47.7% | -1.17 | 0.2429 |
| 16:00 | 1253 | +0.003 | 49.6% | 0.33 | 0.7411 |
| 17:00 | 1252 | +0.007 | 52.5% | 1.04 | 0.2968 |
Hora × dia da semana
| hora | segunda | terca | quarta | quinta | sexta |
|---|---|---|---|---|---|
| 09:00 | +0.008 | +0.015 | -0.028 | -0.041 | +0.014 |
| 10:00 | -0.013 | +0.014 | +0.008 | +0.037 | -0.021 |
| 11:00 | +0.005 | -0.005 | -0.030 | -0.018 | -0.014 |
| 12:00 | -0.006 | +0.004 | +0.016 | +0.009 | +0.012 |
| 13:00 | -0.002 | -0.008 | -0.011 | +0.010 | -0.002 |
| 14:00 | +0.009 | -0.002 | -0.004 | +0.005 | -0.024 |
| 15:00 | -0.006 | -0.019 | -0.003 | -0.001 | -0.017 |
| 16:00 | +0.014 | -0.006 | -0.001 | +0.005 | +0.002 |
| 17:00 | +0.000 | +0.036 | +0.004 | -0.007 | +0.002 |
Todas as nove horas ficam entre −0,013% e +0,007%, com t entre −1,17 e +1,04. Nenhuma chega perto de significância, e são as células com mais observações de todo o estudo.
Isso é um resultado forte, não um resultado vazio: com 1.250 observações por hora, se houvesse viés de direção ele apareceria. Não há. O que muda ao longo do dia é volatilidade e liquidez — não a direção.
Para quem opera exaustão de movimento, essa distinção é ouro. A hora não te dá lado. Mas ela te diz onde existe movimento suficiente para haver algo a exaurir — e onde a liquidez comporta a sua saída. Fazer fade em janela morta é entrar contra um movimento que nem energia teve para se esticar.
Qual o tamanho do movimento do índice num pregão?
Chegamos ao coração do artigo. Direção o dado não me deu — e eu não vou inventar. Amplitude ele deu, e com estrutura clara.
A amplitude do dia é a distância entre a máxima e a mínima de um pregão: o quanto o contrato efetivamente percorreu. É a variável que responde à pergunta que todo mundo responde por palpite: o tamanho do movimento do índice.
O dia mediano do mini índice percorreu 1.872 pontos, o equivalente a 1,64% do preço de abertura. A média é maior, 2.101 pontos, e essa diferença entre média e mediana já conta uma história: a distribuição é assimétrica, puxada por dias de pânico. Um quarto dos pregões ficou abaixo de 1.440 pontos (percentil 25), um quarto passou de 2.505 (percentil 75) e um em cada dez estourou 3.365 pontos (percentil 90).
Traduzindo para a mesa de operação: quando o pregão de hoje já percorreu 3.400 pontos, você está no décimo mais extremo de cinco anos de história do contrato. Quando ele percorreu 1.200 pontos, ele ainda nem chegou perto da mediana — provavelmente tem estrada pela frente. E ao contrário da direção, a amplitude tem estrutura: ela varia de forma sistemática entre os meses.
Amplitude do dia
O dado que realmente serve para operar: quanto o contrato percorre entre a máxima e a mínima de um pregão.
- Mediana
- 1872 pts
- Média
- 2101 pts
- Percentil 25
- 1440 pts
- Percentil 75
- 2505 pts
- Percentil 90
- 3365 pts
Amplitude mediana por mês
O dia mediano do WIN percorre 1872 pontos (1.64% do preço de abertura). Um quarto dos dias fica abaixo de 1440, e um em cada dez passa de 3365.
Isso dimensiona stop e alvo com dado, não com palpite. Um teto de risco de 350 pontos representa 19% da amplitude do dia mediano — é um stop apertado para o instrumento, e explica por que estratégias com esse limite morrem por ruído antes de a tese se realizar.
E ao contrário da direção, a amplitude tem estrutura: varia de forma sistemática entre os meses, como o gráfico acima mostra.
Repare na variação mensal: julho tem amplitude mediana de 1.750 pontos e novembro chega a 2.098. São 348 pontos de diferença na régua. A mesma perna de 1.900 pontos é um dia já esticado em julho e um dia mediano em novembro.
É por isso que "o índice já andou muito hoje" não significa nada sem contexto. Muito comparado a quê? Comparado à mediana de qual mês?
Como montar uma estratégia de exaustão em cima desses números?
O que vem agora é um método de dimensionamento, não um setup pronto com taxa de acerto prometida. Eu não testei gatilhos de entrada nesta rodada e não vou fingir que testei. O que a amplitude entrega é a régua — onde a sua tese de exaustão é estatisticamente plausível e onde ela é wishful thinking.
1. Meça quanto o dia já percorreu antes de pensar em entrar contra
Primeira coisa na tela, antes de qualquer gatilho: máxima do dia menos mínima do dia. Compare com os percentis. Abaixo de 1.440 pontos, o pregão é magro e o movimento em curso ainda não gastou a energia típica de um dia normal. Entre 1.440 e 2.505, você está na faixa do dia comum. Acima de 2.505 e principalmente acima de 3.365, você está em território de cauda — a região onde a continuação exige um dia excepcional.
2. Por que esperar a amplitude típica é estatisticamente melhor
Entrar contra um movimento num dia que percorreu 1.200 pontos é apostar que o dia vai terminar mais curto que a mediana. Isso acontece, claro — mas a distribuição está contra você, porque mais da metade dos pregões vai além disso. Você está fazendo fade contra a parte mais provável da distribuição. Já em um dia que rompeu o percentil 90, quem opera contra está do lado da estatística: seria preciso um dia entre os mais extremos de cinco anos para o movimento se esticar muito mais.
3. Ajuste a régua ao mês vigente
Use a amplitude mediana do mês em que você está, não a geral. Em julho (1.750), 2.000 pontos percorridos já é um dia acima do típico. Em novembro (2.098), 2.000 pontos é apenas um dia comum. Mesmo número, leituras opostas. Quem usa régua fixa o ano inteiro faz fade cedo demais em novembro e tarde demais em julho.
4. O stop: por que 350 pontos é apertado demais para exaustão
Um teto de risco de 350 pontos representa 19% da amplitude do dia mediano. Pense no que isso significa: você está pedindo que o preço não oscile mais que um quinto do movimento normal do dia contra a sua posição — justamente numa operação em que você entrou contra o fluxo dominante, no ponto de maior agitação. É estrutural, não é azar: stop curto demais numa operação de exaustão morre por ruído antes de a tese ter tempo de se realizar. É por isso que tanta estratégia com limite apertado se desmancha no WIN.
A saída não é "tirar o stop" — jamais. A saída é dimensionar a posição de forma que um stop compatível com a volatilidade do instrumento caiba no seu risco por operação. O princípio atemporal de gestão de risco: você define primeiro quanto do capital de risco aceita perder na operação (algo como 1% é a referência clássica), depois define a distância do stop pela estrutura do mercado, e só então calcula quantos contratos cabem. Menos contratos com stop correto é infinitamente melhor que muitos contratos com stop de mentira. E lembre que a margem exigida por contrato varia conforme a corretora e a volatilidade — consulte a tabela da sua corretora antes de dimensionar.
5. O alvo é a volta para a referência
O alvo natural de uma operação de exaustão é a devolução de parte do exagero — a volta para uma referência (VWAP, média, o ponto de rompimento, a abertura), não a inversão da tendência. Se você planeja alvo de reversão, está segurando uma posição de fade para além do horizonte em que ela tem vantagem. Tese cumprida, posição encerrada.
Qual é a melhor exaustão do índice?
Vou responder com honestidade de dado: eu não sei, e este estudo não testou setups de exaustão. Não comparei fade na máxima do dia contra fade em desvio de VWAP contra fade em terceiro toque. Não tenho esse número, então não vou dar essa resposta.
O que eu tenho é a régua que qualquer candidato a melhor exaustão do índice precisa respeitar: entrar depois que o dia já percorreu uma fração relevante da amplitude típica do mês, com stop compatível com a volatilidade do instrumento e alvo de correção. Um setup de exaustão que ignora a amplitude está construído sobre nada.
E o caminho para descobrir qual é a melhor é conhecido: listar os candidatos, medir cada um na série com amostra grande o suficiente para ter poder estatístico, corrigir o limiar de significância pelo número de testes e — o passo que quase todo mundo pula — validar numa janela separada, com dados que não participaram da escolha da regra. Foi exatamente essa etapa que matou a terça-feira.
Então trate assim: quem promete "a melhor exaustão do índice" sem mostrar tamanho de amostra e janela de validação está vendendo, não medindo. Peça os dois. Se não vier, você já tem sua resposta.
O que fazer com isso a partir do próximo pregão
Cinco anos e 1.252 pregões de mini índice me disseram duas coisas. A primeira é que calendário não entrega direção: mês não passa por falta de amostra, semana muito menos, dia da semana não sobrevive à correção para múltiplos testes, e hora — com 1.250 observações cada — reprova de forma convincente. A segunda é que amplitude entrega estrutura, e é sobre ela que dá para construir critério.
Para quem quer operar contra tendência, essa combinação é libertadora. Você para de procurar o horário mágico e passa a fazer a única pergunta que tem resposta estatística: onde este pregão está dentro da distribuição de amplitude?
Abaixo do percentil 25, o movimento provavelmente ainda tem estrada. Acima do percentil 90, ele já está no décimo mais extremo de cinco anos. Não é garantia — é probabilidade, que é a única coisa com que trader trabalha.
Conclusão
Não existe sazonalidade de direção aproveitável no WIN. Mês, semana do mês, dia da semana e hora do pregão foram testados — nenhum passa. A hora do pregão é o teste mais conclusivo, porque tem a maior amostra do estudo e mesmo assim não encontra nada.
O que existe é estrutura na amplitude. O contrato percorre 1872 pontos no dia mediano, e isso varia por mês de forma sistemática. Para day trade, dimensionar stop e alvo pela amplitude vigente vale mais do que qualquer viés de calendário.
E fica a lição do bloco 00: a terça-feira tinha t = 3,61 e p = 0,0003 sobre dez anos de Ibovespa. Parecia sólida. Metade da série depois, sumiu. Estabilidade no tempo é um teste separado da significância, e é o que separa achado de estratégia.
Como usar essa informação para operar, na prática: anote a amplitude acumulada do dia antes de qualquer entrada de fade, compare com a mediana do mês vigente, defina o stop pela estrutura do movimento e só depois calcule o número de contratos pelo seu limite de risco por operação. Antes de arriscar dinheiro real, rode esse critério por algumas semanas registrando tudo — inclusive as operações que você não fez. É assim que se descobre se o método é seu ou se é só teoria bonita.
Eu continuo medindo. Os próximos recortes que quero rodar são a distribuição da amplitude por horário e o comportamento do preço após o rompimento do percentil 90 — aí sim dá para falar em setup de exaustão com número na mão. Publico as análises e as aulas práticas de análise quantitativa com IA no canal do YouTube Altino Junior, e as ferramentas ficam no Sistema Quant.
Conteúdo educacional e estatístico. Não é recomendação de investimento. Day trade é atividade de alto risco e a maioria dos participantes perde dinheiro; resultados passados não garantem resultados futuros, e gestão de risco é inegociável.
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Perguntas frequentes
O que é exaustão de movimento no mini índice?
É quando um movimento de preço já percorreu tanto dentro do pregão que a probabilidade de continuar na mesma intensidade cai, porque o fluxo que o alimentava se esgotou — quem tinha que entrar já entrou. No estudo de 1.252 pregões do WIN, a referência objetiva para medir isso é a amplitude do dia: o pregão mediano percorre 1.872 pontos entre a máxima e a mínima. Um dia que já andou muito acima disso está estatisticamente esticado; um que andou bem abaixo provavelmente ainda tem movimento pela frente.
Exaustão é a mesma coisa que reversão?
Não. Exaustão é o movimento perdendo força; reversão é a mudança efetiva de mão, com o lado oposto assumindo o comando. Toda reversão passa por exaustão, mas a maioria das exaustões não vira reversão — vira correção rasa, lateralização ou pausa antes de o movimento original continuar. Por isso o alvo natural de uma operação de exaustão é a volta para uma referência, não a inversão da tendência.
Quanto o mini índice anda em um dia?
Nos 1.252 pregões medidos entre 17/08/2021 e 21/08/2026, a amplitude mediana do dia foi de 1.872 pontos (1,64% do preço de abertura) e a média, 2.101 pontos. Um quarto dos dias ficou abaixo de 1.440 pontos e um em cada dez passou de 3.365 pontos. A amplitude mediana também varia por mês: julho é o mês mais curto do período (1.750 pontos) e novembro o mais amplo (2.098 pontos).
Existe hora ou dia da semana melhor para operar contra tendência no índice futuro?
Para direção, não. Com cerca de 1.250 observações por hora de pregão, todas as nove horas ficaram entre −0,013% e +0,007% de variação média, com t entre −1,17 e +1,04 — nenhuma perto de significância. No dia da semana, a quarta-feira apareceu com p=0,0237, mas como foram cinco dias testados o limiar corrigido é p < 0,01, e ela não passa. O que muda ao longo do pregão é volatilidade e liquidez, não a direção.
Um stop de 350 pontos é suficiente para operar exaustão no WIN?
É apertado para o instrumento. Um teto de 350 pontos equivale a 19% da amplitude do dia mediano, ou seja, você está pedindo que o preço não oscile mais que um quinto do movimento normal do dia contra a sua posição — em uma operação em que você entrou contra o fluxo dominante. Stop curto demais numa operação de exaustão tende a morrer por ruído antes de a tese se realizar. O caminho é dimensionar a quantidade de contratos para que um stop compatível com a volatilidade caiba no seu limite de risco por operação.
Qual é a melhor exaustão do índice?
Este estudo não testou setups de exaustão, então não existe resposta baseada em dado — e eu não dou resposta por achismo. O que o estudo entrega é a régua que qualquer setup de exaustão precisa respeitar: amplitude já percorrida no dia, ajuste pela mediana do mês vigente, stop compatível com a volatilidade e alvo de correção. Para descobrir a melhor, é preciso medir os candidatos na série com amostra grande, corrigir o limiar pelo número de testes e validar numa janela separada. Quem promete a melhor exaustão sem mostrar amostra e validação está vendendo, não medindo.
Por que a terça-feira deixou de funcionar no estudo?
No Ibovespa de 2016 a 2021 a terça tinha média de +0,340%, t=3,53 e p=0,0004 — resultado forte. De 2021 a 2026 caiu para +0,088% com p=0,1959, e no WIN no mesmo período ficou em +0,054% com p=0,4612. O efeito vinha inteiramente da primeira janela, e o WIN, que só existe desde 2021, funcionou como validação por acidente. A lição é que significância estatística não garante estabilidade no tempo: todo efeito precisa sobreviver a dados que não participaram da sua descoberta.
Conteúdo educacional e estatístico, não é recomendação de investimento. Day trade envolve risco real de perda. Toda decisão exige gestão de risco, estudo dos dados e disciplina.